Semana passada pesquisando e estudando sobre a diabetes gestacional, me deparei com um texto sensacional e gostaria de compartilhar com minha família aconchegante, é um texto lindo que fala sobre a gravidez de um pai! É... A gravidez de um pai. Espantou-se também? Pois é... Eu também tive a mesma expressão que a que você está fazendo agora, e de tão lindo e interessante que eu achei o título, resolvi dar uma atenção especial ao texto, pois fiquei boquiaberta com tamanha sutileza da autora, pois colocou com carinho e poesia um momento que os pais passam e que muitos nem sequer passarão, mesmo estes sendo já pai de proles enorme, eles não se sensibilizaram com a mágica da gravidez, não curtiram junto as suas companheiras a nobreza deste momento, pois a insensibilidade de muitos os deixam cegos, e por alguns meses até um troglodita, um animal incapaz de se doar e se permitir a esta troca mutua (desculpas homens! Mas é a realidade de alguns). Homens, as mulheres ficam sensíveis neste momento por conta da situação gestacional que é enorme e requer muita paciência do companheiro, elas ficam chatas, sensíveis, carentes, ansiosas, nervosas, mas tudo isso vai passar! Vai sim... Pode acreditar, vai passar se você manifestar um olhar diferenciado sobre ela e tentar sentir as suas sensações e compartilha-las. Muitos podem perguntar como seria possível um pai tentar sentir as sensações da sua companheira se um homem não pode parir. Bem verdade, um homem não pode parir, mas pode ser um bom companheiro sendo presente desde o inicio do pré-natal até o momento do parto, pode ser nos cuidados e gentilezas como também na simples ação de realizar um desejo momentâneo, pode também ajudar na decoração do quartinho do baby, e também na compra e escolha de cada peça do enxoval, participar das consultas medicas é muito importante e traz confiança para a mulher, pois com todo esse zelo não se sente sozinha e a autoconfiança aumenta e a prepara para a longa caminhada. Essas pequenas atitudes fazem a diferença, pois a figura paterna é fundamental no desenvolvimento e na formação de uma criança. Entretanto, a importância do pai antes do bebê vir ao mundo também é de forte influência. Ficou no passado a ideia de que o homem tem menos preocupações e anseios do que a mulher durante a gestação. O termo "grávidos" tornou-se bem mais corriqueiro na boca dos casais, que, com ele, querem transmitir que a emoção de gerar um filho é sentida pelos dois. Peço que leiam com atenção e deixe seus comentários, participe! Conte também se passou ou conhece alguém que teve muito mimo na gravidez ou aquela que teve que se virar e ser guerreira para não deixar a ausência masculina romper seus sonhos.
A Gravidez de um Pai
A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas. Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado. Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio. Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os inconvenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente.
E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma. Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol. E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem. Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.
E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, à partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma. E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho. E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.
Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante. Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível. E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.
(Autora: Letícia Thompson)
E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma. Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol. E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem. Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.
E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, à partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma. E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho. E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.
Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante. Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível. E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.




