Olá família
maravilhosa
Hoje vou
falar sobre a diabetes gestacional, um mal que acomete algumas gestantes. Por
isso sempre bato nesta tecla, todas as mãezinhas devem por obrigação procurar
uma Unidade de Saúde ou seu médico de confiança e iniciar o pré-natal logo que
for descoberta a gravidez. Inicialmente
tudo começa com o desejo de engravidar, pronto! Daí já se percebe logo a
importância de estar lado a lado com o profissional de saúde, neste
momento deve-se dar maior importância àquelas mulheres diabéticas que
manifestam desejo de engravidar, estas por sua vez deve levar o pré-natal à
risca! Com responsabilidade, cuidados e muito amor é possível amenizar os
riscos gestacionais.
DIABETES
GESTACIONAL
O diabetes gestacional é uma condição caracterizada pelo
aumento dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia). Existem duas associações possíveis. A primeira
é referente a mulheres que já eram diabéticas antes mesmo de ficarem
grávidas e a segunda possibilidade se refere àquelas mulheres em que o diabetes
se manifesta durante a gravidez. Essa segunda caracteriza o diabetes
gestacional.
Segundo o Manual Técnico de Gestação de Alto Risco lançado pelo Ministério da Saúde em Brasília no ano de 2010, o
diabetes gestacional é definido como a “intolerância aos carboidratos, de graus variados
de intensidade, diagnosticada pela primeira
vez durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto”. No Brasil, a
prevalência do diabetes gestacional em mulheres com mais de 20 anos, atendidas
no Sistema Único de Saúde, é de 7,6% (critério da Organização Mundial da
Saúde). Destes, 94% dos casos apresentam apenas tolerância diminuída à glicose
e 6% apresentam hiperglicemia no nível de diabetes fora da gravidez. Segundo
dados do Ministério da Saúde.
Durante o período gestacional, várias são as mudanças metabólicas
e hormonais que ocorrem no organismo da futura mamãe. Uma delas é o aumento da
produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que
pode interferir na ação da insulina materna. Entretanto, para a maioria das
gestantes isso não chega a ser um problema, pois o próprio corpo compensa o
desequilíbrio, aumentando a fabricação de insulina.
Mas nem todas as mulheres reagem desta maneira: algumas delas desenvolvem elevações glicêmicas, características do diabetes gestacional. Desta forma, é muito importante a realização correta do pré-natal, o mais cedo possível, para preservar a saúde da mãe e do bebê.
Mas nem todas as mulheres reagem desta maneira: algumas delas desenvolvem elevações glicêmicas, características do diabetes gestacional. Desta forma, é muito importante a realização correta do pré-natal, o mais cedo possível, para preservar a saúde da mãe e do bebê.
A diabetes se desenvolve no organismo da
gestante durante a gravidez, o organismo feminino se depara com uma
condição especial: a placenta produz uma substância que interfere na ação da
insulina, o hormônio responsável pela colocação da glicose dentro das células
de nosso organismo. Em condições normais, o organismo da gestante passa a
produzir mais insulina para dar conta do excesso de açúcar que vai acumulando
no sangue. No caso das mulheres que apresentam diabetes gestacional, a
quantidade de glicose no sangue é maior que o normal e atravessa a placenta.
O diagnóstico é feito através da realização da glicemia de jejum, solicitada já na primeira consulta pré-natal para todas as gestantes. Caso o resultado seja de menos de 90 mg/dl e a mulher não apresente fatores de risco, o acompanhamento ocorrerá de forma normal. Entretanto, caso o resultado ultrapasse os 90 mg/dl e apresente fatores de risco, o acompanhamento deverá ser mais cuidadoso. As grávidas que apresentarem índices de glicemia superior a 140 mg/dl recorrentes durante o início do pré-natal, serão acompanhadas na forma de gravidez de alto risco.
Mas quais seriam os fatores de risco? Mesmo não existindo estudos
conclusivos sobre a doença, existem alguns fatores que podem ser considerados
como indicativos de risco para o diabetes gestacional. Dentre os quais podemos
destacar:
1-
Obesidade ou ganho de peso excessivo durante a gestação.
2-
Idade acima dos 35 anos.
3-
Pessoas que apresentam baixa estatura.
4-
Histórico familiar de diabetes.
Em relação ao diabetes, procure profissionais capacitados para orientá-las na nutrição com dieta de restrições calóricas e educador físico nas atividades físicas moderadas e de baixo impacto. Estas são recomendações importantes para se minimizar as consequências da elevada taxa. Em determinados casos, até injeções com insulina são prescritas. Esse problema pode atingir até 7% das grávidas, mas atualmente não impede uma gestação tranquila, quando é diagnosticado precocemente e recebe acompanhamento, durante a gestação e após o nascimento do bebê.
Também é
muito importante que o médico e a
paciente fiquem atentos
com os sintomas, pois se confundem muito com os sintomas da gravidez que são: Aumento de apetite, fraqueza, vômitos frequentes, náuseas, infecções
por fungos, visão turva e maior quantidade de urina, o que dificulta a
percepção das mulheres e do próprio médico de que algo não está bem. Outro
fator preocupante é a perda de peso mesmo quando a mulher se alimenta de forma
errada e excessiva. Por isso, é preciso ficar atenta e fazer o exame de
glicemia de jejum, que deve ser realizado no início da gravidez. Se o resultado
desse exame for maior do que 86, é preciso acompanhar o aspecto glicêmico mais
de perto durante a gestação.
Embora o diabetes gestacional seja um motivo de
preocupação, tudo vai dar certo se você e a equipe de saúde de sua confiança
com os profissionais médico, obstetra, educador físico, enfermeiro e nutricionista,
trabalharem juntos para reduzir os altos níveis de glicose no sangue. E com
essa ajuda, você pode transformar sua preocupação em uma gravidez saudável para
você e um começo saudável para seu bebê.

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