20/01/2016

DIABETES GESTACIONAL

Olá família maravilhosa


Hoje vou falar sobre a diabetes gestacional, um mal que acomete algumas gestantes. Por isso sempre bato nesta tecla, todas as mãezinhas devem por obrigação procurar uma Unidade de Saúde ou seu médico de confiança e iniciar o pré-natal logo que for descoberta a gravidez. Inicialmente tudo começa com o desejo de engravidar, pronto! Daí já se percebe logo a importância de estar lado a lado com o profissional de saúde, neste momento deve-se dar maior importância àquelas mulheres diabéticas que manifestam desejo de engravidar, estas por sua vez deve levar o pré-natal à risca! Com responsabilidade, cuidados e muito amor é possível amenizar os riscos gestacionais.


DIABETES GESTACIONAL
O diabetes gestacional é uma condição caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia).  Existem duas associações possíveis. A primeira é referente a mulheres que já eram diabéticas antes mesmo de ficarem grávidas e a segunda possibilidade se refere àquelas mulheres em que o diabetes se manifesta durante a gravidez. Essa segunda caracteriza o diabetes gestacional.
Segundo o Manual Técnico de Gestação de Alto Risco lançado pelo Ministério da Saúde em Brasília no ano de 2010, o diabetes gestacional é definido como a “intolerância aos carboidratos, de graus variados de intensidade, diagnosticada pela primeira vez durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto”. No Brasil, a prevalência do diabetes gestacional em mulheres com mais de 20 anos, atendidas no Sistema Único de Saúde, é de 7,6% (critério da Organização Mundial da Saúde). Destes, 94% dos casos apresentam apenas tolerância diminuída à glicose e 6% apresentam hiperglicemia no nível de diabetes fora da gravidez. Segundo dados do Ministério da Saúde.
Durante o período gestacional, várias são as mudanças metabólicas e hormonais que ocorrem no organismo da futura mamãe. Uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode interferir na ação da insulina materna. Entretanto, para a maioria das gestantes isso não chega a ser um problema, pois o próprio corpo compensa o desequilíbrio, aumentando a fabricação de insulina.
Mas nem todas as mulheres reagem desta maneira: algumas delas desenvolvem elevações glicêmicas, características do diabetes gestacional. Desta forma, é muito importante a realização correta do pré-natal, o mais cedo possível, para preservar a saúde da mãe e do bebê.
A diabetes se desenvolve no organismo da gestante durante a gravidez, o organismo feminino se depara com uma condição especial: a placenta produz uma substância que interfere na ação da insulina, o hormônio responsável pela colocação da glicose dentro das células de nosso organismo. Em condições normais, o organismo da gestante passa a produzir mais insulina para dar conta do excesso de açúcar que vai acumulando no sangue. No caso das mulheres que apresentam diabetes gestacional, a quantidade de glicose no sangue é maior que o normal e atravessa a placenta.


O diagnóstico é feito através da realização da glicemia de jejum, solicitada já na primeira consulta pré-natal para todas as gestantes. Caso o resultado seja de menos de 90 mg/dl e a mulher não apresente fatores de risco, o acompanhamento ocorrerá de forma normal. Entretanto, caso o resultado ultrapasse os 90 mg/dl e apresente fatores de risco, o acompanhamento deverá ser mais cuidadoso. As grávidas que apresentarem índices de glicemia superior a 140 mg/dl recorrentes durante o início do pré-natal, serão acompanhadas na forma de gravidez de alto risco.

Mas quais seriam os fatores de risco? Mesmo não existindo estudos conclusivos sobre a doença, existem alguns fatores que podem ser considerados como indicativos de risco para o diabetes gestacional. Dentre os quais podemos destacar:
1-   Obesidade ou ganho de peso excessivo durante a gestação.
2-   Idade acima dos 35 anos.  
3-   Pessoas que apresentam baixa estatura.
4-   Histórico familiar de diabetes.

Em relação ao diabetes, procure profissionais capacitados para orientá-las na nutrição com dieta de restrições calóricas e educador físico nas atividades físicas moderadas e de baixo impacto. Estas são recomendações importantes para se minimizar as consequências da elevada taxa. Em determinados casos, até injeções com insulina são prescritas. Esse problema pode atingir até 7% das grávidas, mas atualmente não impede uma gestação tranquila, quando é diagnosticado precocemente e recebe acompanhamento, durante a gestação e após o nascimento do bebê.
Também é muito importante que o médico e a paciente fiquem atentos com os sintomas, pois se confundem muito com os sintomas da gravidez que são: Aumento de apetite, fraqueza, vômitos frequentes, náuseas, infecções por fungos, visão turva e maior quantidade de urina, o que dificulta a percepção das mulheres e do próprio médico de que algo não está bem. Outro fator preocupante é a perda de peso mesmo quando a mulher se alimenta de forma errada e excessiva. Por isso, é preciso ficar atenta e fazer o exame de glicemia de jejum, que deve ser realizado no início da gravidez. Se o resultado desse exame for maior do que 86, é preciso acompanhar o aspecto glicêmico mais de perto durante a gestação.
Embora o diabetes gestacional seja um motivo de preocupação, tudo vai dar certo se você e a equipe de saúde de sua confiança com os profissionais médico, obstetra, educador físico, enfermeiro e nutricionista, trabalharem juntos para reduzir os altos níveis de glicose no sangue. E com essa ajuda, você pode transformar sua preocupação em uma gravidez saudável para você e um começo saudável para seu bebê.



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